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SEMINÁRIO TÉCNICO SOBRE A HIDROVIA LOTOU AUDITÓRIO EM SÃO PEDRO
O 2º Seminário Técnico sobre a Hidrovia Tietê-Paraná, realizado nesta sexta-feira, dia 20 de janeiro, às 9h, na Etec (Escola Técnica Estadual) Gustavo Teixeira, em São Pedro, contou com a presença de autoridades de toda a região, em especial dos prefeitos Du Modesto, de São Pedro, Barjas Negri, de Piracicaba e de Jozias Zani Neto, de Santa Maria da Serra, além do diretor do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, Casemiro Tércio Carvalho, que apresentou os dados técnicos da hidrovia, e do deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame, organizador do evento.
No evento, que contou com a participação de mais de 250 pessoas, foi apresentado o cronograma do Governo do Estado em relação aos empreendimentos previstos para dar navegabilidade ao Rio Piracicaba e integrá-lo à Hidrovia Tietê-Paraná. São Pedro terá uma Comissão de Acompanhamento e Avaliação dos Investimentos em Obras na Hidrovia Tietê-Paraná, que tem como coordenador geral o diretor presidente do Saaesp, Sergio Silva. Os integrantes da Comissão acompanharão de perto toda a obra no trecho de São Pedro, assim como as demais cidades da região beneficiada pela Hidrovia também terão seus responsáveis locais, cabendo a estas comissões o papel de fiscalização e interlocução.
Para 2012, estão previstos investimentos de R$ 131 milhões no Orçamento Federal e R$ 200 milhões no Orçamento Estadual para a hidrovia Tietê-Paraná. “O investimento é mais do que suficiente para a etapa de estudos, que será desenvolvida durante o ano. O pico dos gastos é no ano de 2013, quando teremos que colocar mais do que o dobro deste valor. Aí é que nós vamos iniciar as obras. Dos R$ 1,5 bilhões previstos para serem investidos em toda a hidrovia, praticamente um terço ficará na região, na barragem de Santa Maria da Serra e no porto de Ártemis. O primeiro passo agora é a licitação para contratar o tríplice trabalho que , por economia, seria feito por uma só empresa: adequação do projeto básico de construção da barragem de Santa Maria da Serra, feito há 19 anos, licença ambiental e projeto executivo”, informa o deputado federal Mendes Thame.
No 1º Seminário Técnico, realizado no dia 11 de novembro em Piracicaba, Casemiro Tércio Carvalho apresentou o cronograma da construção da barragem de Santa Maria da Serra. O primeiro edital, de revisão do projeto básico, do projeto executivo e licenciamento ambiental, em fase final de elaboração, está orçado em R$ 17 milhões.
A obra da barragem, no valor de R$ 280 milhões, terá edital publicado em janeiro de 2013 e deverá ser iniciada em maio de 2013. A licitação do reservatório, de R$ 120 milhões, será publicada em janeiro de 2013.
O projeto básico do Porto de Ártemis, orçado em R$ 3 milhões, deverá ter edital publicado em dezembro de 2012. O edital da obra, de R$ 37 milhões, está previsto para dezembro de 2013.
Em São Pedro, Tércio disse que o objetivo do governo do Estado é que Ártemis seja a linha final do transporte de etanol. Falou sobre a importância do modal hidroviário para o transporte sustentável, lembrando que no Estado de São Paulo, apenas 1% do transporte ocorre via hidrovia e 86% por meio de rodovias. Detalhou todo o projeto de melhorias e investimento em novos trechos na Hidrovia Tietê-Paraná e ressaltou que a barragem será um grande estímulo para o turismo.
O diretor do Departamento Hidroviário explicou, ainda, que no trecho de Santa Maria da Serra à Ártemis a ampliação do canal para torná-lo navegável será feita por escavação submersa, não aumentando o nível de água nesses locais.
“O Rio Piracicaba banha uma extensa área pertencente a São Pedro e o trecho dentro do município já é navegável por embarcações de pequeno e médio porte. A barragem terá um impacto fortíssimo em São Pedro, potencializando o desenvolvimento econômico e turístico”, declarou o prefeito Du Modesto.
A cidade de São Pedro, que possui um dos maiores e mais belos trechos da hidrovia na região, deve ser especialmente beneficiada pela sua construção e pela ampliação da navegabilidade, já que não apenas entrepostos comerciais, mas, sobretudo, investimentos turísticos permitirão a exploração deste viés econômico na Estância.





















